12 Passos para Dependentes Químicos Não Terem Recaída

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Terence Gorski é um estudioso e especialista em dependência química.

Para ajudar pessoas envolvidas com drogas, ele desenvolveu um texto sobre os doze passos para dependentes químicos não terem recaída, que era destinado a depdependentes alcoólicos, mas que serviu para dependentes superarem a necessidade de consumo de drogas ilícitas:

12 Passos para Dependentes Químicos não terem Recaída

Primeiro Passo: Estabilização

O primeiro passo para o dependente químico é a estabilização, mantendo o controle sobre si mesmo antes de elaborar um plano de prevenção.

A estabilização é a reconquista do controle sobre todas as situações, mesmo depois de uma recaída. Quando um dependente tem uma recaída, geralmente se sente fracassado, culpado e assusta.

É o momento em que deve buscar ajuda, voltando-se para aqueles em quem confia e de quem depende.

Se o dependente não conseguir manter controle sobre suas emoções e comportamentos, pode necessitar de ajuda profissional para retomar sua própria vida e não deve ter receios com relação a isso.

Segundo Passo: Avaliação

Havendo qualquer recaída, o dependente precisa entender o que ocasionou a situação. Isso pode ser feito através da revisão de seus atos, bem como dos sinais e sintomas que se desenvolveram ao longo do tempo.

A informação é importante para o dependente, pois pode trazer à tona os indícios do que ele tenha feito de errado e daquilo que pode ser feito para que ele consiga mais forças para manter a sobriedade.

É importante que o dependente não desista e que continue com os doze passos para dependentes químicos superarem a abstinência.

Terceiro Passo: Educação

Para prevenir uma recaída, o dependente precisa antes entender esse processo, buscando o máximo de informações sobre a dependência e a abstinência, mantendo como objetivo livrar-se definitivamente das drogas.

O dependente precisa conhecer os sintomas de uma abstinência prolongada e as situações que podem acionar a vontade de usar drogas, podendo, com maior conhecimento prevenir a situação e saber lidar com ela.

Isso pode ser feito através do entendimento dos sinais da abstinência, procurando exemplos sobre o passado e entendendo cada um deles.

O processo de reeducação pode ser feito a qualquer momento, devendo colocar em prática o que está aprendendo.

Um profissional de psicologia ou psiquiatria pode ajudar o dependente nesse processo, já que possui uma visão externa sobre o problema e, como não está diretamente envolvido, poderá apresentar um caminho.

O dependente precisa entender que sua recuperação não vai estar completa até que ele próprio possa aplicar o que vem aprendendo em sua própria vida e o que deve ser feito cada vez que enfrenta qualquer obstáculo que pareça intransponível.

Cada um dos doze passos para dependentes químicos é importante para que não haja uma recaída.

Quarto Passo: Identificando os Sinais

O dependente químico é uma pessoa que apresenta problemas com a própria sobriedade, ou seja, não consegue viver com o pé completamente na realidade, precisando criar efeitos diferentes em sua mente para enfrentá-la.

Quando ele consegue identificar os sinais de aviso de que precisa de drogas, irá conseguir identificar também os problemas que o levam a tentar fugir da realidade e esses problemas podem ser internos ou externos.

Alguns dos sinais de que poderá acontecer a recaída são pensamentos sobre situações emocionais, problemas de julgamento ou de comportamento, condições de saúde, relacionamentos, etc.

O dependente deve fazer uma lista desses sinais, utilizando as experiências de recaídas anteriores.

Dessa lista, que deve ser completa, ele próprio poderá escolher cinco, colocando-os em um papel e escrevendo uma declaração sobre as experiências por que passou.

Com a lista de indicações, ele próprio poderá entender que a recaída o leva a sair de uma vida confortável e produtiva para uma vida de marginal.

Quinto Passo: Administrando os Sinais de Aviso

O objetivo do processo de recuperação é entender os sinais de aviso de uma recaída. Esses doze passos para dependentes químicos devem, portanto, serem sempre seguidos. Cada sinal de aviso é, na verdade, um problema que precisa ser resolvido.

Se o dependente deseja evitar a recaída, deve procurar resolver o problema que aciona o aviso, revisando cada um dos sinais e procurando saber como evitar que o problema ocorra.

O dependente precisa manter em mente que a dependência é uma doença crônica que sempre retorna, o que significa que qualquer pessoa em recuperação vai também apresentar tendência de experimentar os sinais de aviso para que possa retornar ao consumo de drogas.

A partir do momento em que tenha conhecimento disso e que aceite essa condição, o dependente também terá os meios para evitar que a recaída aconteça. Sempre que surgir a vontade de usar drogas, ele vai precisar procurar os sinais de aviso que já apresentou anteriormente, criando um plano para trabalhar de forma favorável com eles.

Através da própria experiência, ele mesmo é quem irá encontrar novas respostas para identificar os problemas, determinando o que deve ser feito quando houver a percepção do que está acontecendo em sua vida.

A recaída é resultado da síndrome de abstinência e, por essa razão, o dependente precisa ter ações positivas para remover essa vontade, podendo, inclusive, fazer uma lista de soluções ou opções que possam eliminar o problema.

Ao fazer essa lista, o dependente terá mais chances de encontrar alternativas, buscando a melhor forma de interromper o processo e, assim, continuar com os doze passos para dependente químico não ter recaída.

A prática de cada nova resposta vai acabar se transformando em hábito e, assim, sempre que houver um aviso de recaída, o próprio dependente poderá encontrar um escudo mais forte do que sua vontade de usar drogas. Assim, se a resposta não for forte o suficiente, o dependente poderá estabelecer um novo plano.

Nesse caso, é importante não se adaptar a apenas um plano, mas sim, criar um outro no caso de o primeiro não oferecer resultados.

Sexto Passo: Fazendo um Inventário

Como a dependência pode ser uma constante preocupação para um ex-usuário de drogas, é necessário que ele tenha sempre em mente um inventário do que possam ser os sinais de desenvolvimento de qualquer tipo de problema e corrigi-los antes que fujam do controle.

O inventário faz parte de qualquer programa de recuperação, como acontece com o décimo passo dos Alcoólicos Anônimos, que lembra de ser necessário fazer um levantando pessoal e ter consciência de admitir qualquer coisa que tenha acontecido de errado.

O inventário diário irá ajudar a identificar qualquer sinal de recaída antes que o usuário faça uso da negação do problema e vá em busca de drogas.

Assim, qualquer sinal de problema pode ser o primeiro passo para que a recaída efetivamente aconteça, ou que o dependente tenha um colapso emocional.

Sem fazer esse inventário que, na verdade, é um exame de consciência, o dependente não terá condições de entender os sinais e vai se tornar incapaz de prosseguir com os doze passos para dependentes químicos não terem recaída.

O dependente deve desenvolver uma forma própria de incorporar esse exame de consciência em seu dia a dia, podendo, assim, determinar quais são os maiores problemas que podem ativar sua vontade de consumir drogas.

Uma fórmula simples para que o dependente possa fazer do inventário um hábito é criar rituais diários, fazendo o primeiro logo que acordar, tendo um tempo para si mesmo e fazendo um resumo de seus planos para aquele dia.

O dependente deve se questionar se está devidamente preparado para as tarefas e problemas de cada dia e se está emocionalmente pronto para enfrentá-los, mantendo sua sobriedade.

O segundo ritual deve ser feito à noite, antes de dormir, revendo tudo o que foi feito durante o dia e analisando o que deu certo e o que deve ser melhorado.

Dessa forma, ele próprio poderá entender o que precisa ser reforçado em sua mente para aumentar a força de vontade, ou analisar as fraquezas que estão mais aparentes e como poderá corrigir os defeitos que ainda carrega.

Os dois rituais servirão para que o dependente possa identificar de imediato qualquer sinal de abstinência e como está lidando com cada um deles, o que está fazendo para resolver cada situação e, além disso, se sua mente está preparando alguma armadilha para o futuro.

O dependente, para dar prosseguimento aos doze passos para dependentes químicos evitarem recaída, pode escrever um diário, anotando seus progressos e acompanhando com mais cuidado os sinais de recaída. Esse diário vai ajudar a analisar como está se saindo em cada dia e como está progredindo.

Os sinais de recaída são criados de forma inconsciente e, assim, o próprio dependente pode não saber que eles estão ocorrendo. Com o ritual, o inventário e o diário, é possível ter uma visão consciente do que acontece na própria mente.

Sétimo Passo: Revisão do Programa de Recuperação

Um ponto que precisa ser entendido é que a recuperação e a recaída representam os lados opostos de uma mesma condição.

Quando o dependente não se sente estar em recuperação, está cada vez mais próximo da recaída.

Portanto, é necessário ter uma boa clínica de reabilitação para evitar que o oposto aconteça e, assim, é necessário analisar se o programa está sendo útil para evitar o consumo de drogas.

De forma consciente, o dependente deve verificar o que pode ser melhorado e o que é necessário fazer para se fortalecer emocionalmente e saber lidar com os sinais que possam surgir.

Não apenas emocionalmente, mas fisicamente, é preciso saber se está dando atenção a todas as necessidades de sua própria saúde.

Dessa forma, o dependente poderá ir melhorando o seu programa de recuperação, baseado naquilo que deu certo e no que não deu certo no passado.

Para cada sinal ou problema identificado é preciso saber se houve algo que ajudou a trabalhar com o problema para superá-lo.

Oitavo Passo: Envolvimento com as Pessoas

Para manter os doze passos para dependentes químicos evitarem a recaída é preciso se envolver com as pessoas do seu entorno, familiares e amigos, conversando sobre os sinais de aviso e solicitando um retorno, no caso de perceberem qualquer coisa estranha.

O dependente precisa entender que não vai conseguir se recuperar sozinho. Uma recuperação envolve o apoio de seus familiares e de seus amigos, principalmente porque o processo de recaída acontece de forma inconsciente.

Mesmo com o exame de consciência no inventário diário, o dependente pode não perceber que está desenvolvendo algum sinal de recaída e, por isso, é importante o envolvimento com as pessoas de seu convívio para prestar a ajuda necessária.

Todos podem ser úteis para que o dependente possa aprender mais sobre os sinais que manifesta e, por isso, o próprio dependente deve manter a abertura necessária para falar sobre seus problemas, conversar sobre o que está sentindo e permitir que possam notar quando houver qualquer coisa que possa indicar uma possível recaída.

O dependente, como acontece normalmente com as pessoas, pode selecionar aquelas em que mais confia para que fiquem envolvidas com seu processo de recuperação, mostrando seu lado emocional de forma mais aberta, mais lúcida e mais íntima.

Uma das formas mais práticas para escolher as pessoas é fazer uma lista daqueles com quem mantinha contato diário e escolher as que considera que sejam importantes para ajudar a manter a sobriedade, evitando a recaída.

As pessoas escolhidas, na verdade, são uma rede de intervenção, já que se tornam um apoio para que o dependente possa manter sua sobriedade. E tudo é bastante simples: a partir do momento em que se tem um amigo, qualquer pessoa consegue o apoio para dar continuidade aos seus projetos e objetivos.

O próprio dependente pode conversar com essas pessoas, seja em uma reunião ou seja em particular, explicando sobre a lista de sinais de recaída e mantendo com elas um compromisso de apoio, pedindo o que pode ser feito quando perceber qualquer sintoma de recaída.

Na maior parte das vezes, um mínimo gesto é suficiente para que o dependente perceba que o amigo ou familiar está percebendo que algo está saindo errado e, com isso, impedir que um mal maior aconteça.

A recuperação de dependência química não é um processo fácil e, se não houver pessoas de confiança em volta do dependente, o processo pode se tornar impossível.

Com apoio e ajuda, estabelece-se um círculo de confiança, em que a pessoa do relacionamento do dependente terá a convicção de que ele tem como meta superar a doença que carrega e manter controle total sobre ela.

O ex-usuário, para manter os doze passos para dependentes químicos não terem recaída, deve permitir que seus familiares e amigos participem de sua recuperação, encorajando cada um a manter o apoio e a rejeitar os sinais de aviso de recaída.

Além disso, também é preciso ter em mente que os familiares estão passando por um processo semelhante, já que se tornaram codependentes e sempre ficam apreensivos quando percebem qualquer sinal diferente.

Nono Passo: Acompanhamento e Reforço

O plano de prevenção de recaída deve ser revisado periodicamente, à medida que o dependente esteja se tornando mais forte com relação à abstinência.

Um fato que deve ser encarado de frente é que a dependência não tem cura. Trata-se de uma doença crônica, que pode ser controlada, como acontece com outras doenças crônicas.

O plano de prevenção de recaída é uma parte desse processo de recuperação e deve se tornar uma forma de conduzir a própria vida.

O plano de prevenção estabelecido pode ser adaptado dos passos utilizados pelos Alcoólicos Anônimos ou dos Narcóticos Anônimos.

Não precisa ser exatamente igual, uma vez que deve estar compatível com o programa de tratamento de dependência química aplicado na própria família.

Esse plano deve ser praticado para se tornar um hábito, entendendo que toda e qualquer pessoa é escrava de seus hábitos. A liberdade que possuímos é a possibilidade de escolha de nossos hábitos.

Para um dependente em recuperação, somente com a obtenção de novos hábitos é que irá haver a superação da dependência, mantendo a sobriedade e conseguindo a liberdade da dependência.

Décimo Passo: Admitindo os Próprios Erros

Com os nove passos anteriores e dando sequência aos doze passos para dependentes químicos, o dependente poderá, tranquilamente, conhecer os sinais de recaída e manter sua vida sóbria e livre das drogas.

Décimo-primeiro Passo: Espiritualidade

Através da prece e da meditação, o dependente pode melhorar suas atitudes diárias e garantir a si mesmo que pode superar os sinais de recaída. É importante prosseguir nos doze passos para dependentes químicos.

Décimo-segundo passo: Fortalecimento para Ajudar quem Precisa

A manutenção do programa de prevenção é quem vai permitir que o dependente possa cumprir com os doze passos para dependentes químicos não terem recaída.

No momento em que ele se dispuser a prestar ajuda às pessoas que estão envolvidas com drogas, ele terá a convicção de que superou todos os obstáculos e que está pronto para uma nova vida.

Outros assuntos importantes sobre a dependência você, entendendo as situações e as necessidades de um dependente que, em alguns casos, pode precisar de uma internação compulsória drogas para se livrar do vício.